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Esse é o primeiro de uma série de posts que eu quero escrever sobre Paris e arredores. Não é que eu conheça tudo, isso é impossível em uma cidade com tantas opções, mas sempre passeamos muito, buscando os cantinhos pouco explorados, sem muitos turistas , e com algum encanto especial.  Nesse processo aprendemos que a melhor visita a Versailles se faz entrando no “domaine” de carro, aproveitando o dia para um pique-nique em família, acompanhados de amigos e familiares queridos. Aprendemos também que existe uma porta do Musée du Louvre pouquíssimo utilizada, aonde nunca tem fila, ou quais são os dias em que os museus são gratuitos e quais museus se deve visitar nestes dias. Quais são as nossas lojinhas preferidas, quanto mais diferentes melhor e quais são os parques preferidos para descansar as pernas durante um dia longo de passeios. Dificilmente vou falar de experiências gastronômicas. Qualquer francês vai confirmar que aonde se come melhor na França é em casa, com ingredientes de primeira, um cuidado e um prazer enorme na preparação, disfrutando com os amigos.

Decidi que o primeiro post seria sobre a Tour Eiffel por dois motivos: o primeiro é óbvio : é a imagem mais típica de Paris. O segundo é porque há muitos anos esgotei a minha quota de Tour Eiffel e portanto não tenho mais intenção nem de visitar nem de falar dela (salvo se acontece algo MUITO especial ligado a ela).

Nossos passeios em Paris nunca foram curtinhos, sempre foram um programa de muitas horas e em alguns casos desenvolvemos nosso “roteiro”. É esse tipo de informação que eu quero compartir com vocês, ilustrada pelas fotos que o Marcelo foi tirando pelo caminho.

Depois de 7 anos morando em Paris vocês podem imaginar a quantidade de visitas que levamos para visitar a torre, nas últimas vezes eu pedia desculpas, deixava as visitas na fila e voltava duas horas mais tarde. A fila é looooonga, é caro e francamente a vista não mudou muito nos últimos 30 anos.

Reconheço que a torre é magnífica, elegante, imperdível. Todo turista que passa por Paris deve visitá-la….mas uma vez já basta. Sugiro a todos entretanto que sempre que venham a Paris passem pela Tour Eiffel. Nada substitui o “frisson” que se sente ao vê-la. Até hoje , cada vez que passo por ela, tenho um destes momentos “aproveita-Mônica-você-está- vivendo-esse-momento”.

As melhores vistas são as não óbvias, são as “roubadas” de uma janela, ou as muito próximas da estrutura, disfrutando dos detalhes. E é isso que o Marcelo faz super bem, sair do óbvio.

Foto tirada de uma janela do Musée du Quai Branly.

Foto tirada do café da Cité de l’Architecture et du Patrimoine, situado no Trocadero. Na minha opinião essa é a melhor vista da torre…e não tem nenhum turista por perto…dá pra ver que eu não gosto de lugar lotado de turistas, né?

 

Nana e eu em uma foto tirada em fevereiro…. fazendo pose de turistas.

mas tenho uma explicação. Estávamos saindo do Musée du Quai Branly e tínhamos que tomar o metrô em Bir Hakeim. Não dava para escapar, a torre está no meio do caminho e aproveitamos a oportunidade para admirar a restauração dos 72 nomes de grandes cientistas franceses gravados logo abaixo da primeira plataforma de observação (18 em cada face, dá para ver na foto abaixo). A graça da visita está sempre nos detalhes…

Bisous

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